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24.10.05

brevemente neste blogue:
- análise e comentário das actuações previstas e nomeados nos mtv european music awards.
- como foi em estocolmo, 2000. o signatário esteve lá em reportagem e fartou-se de escrever.

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a propósito de "the notorious byrd brothers", dos byrds, responde stevie jackson (guitarrista), dos belle & sebastian.
From: luis
q. stevie, i was wondering what's your favourite
byrds record. mine is the notorious byrd brothers.
a. yeah, i'd probably go for that one too...
maybe 'younger than yesterday' also.
stevie - 19/10/05

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19.10.05

se me perguntarem, cinco minutos antes de ir para a cama, qual é o tipo de música com que desejo adormecer, emudeço. não há dia em que não me deixe repousar com música de fundo mas é muito, muito raro saber com antecedência o que vou ouvir. o meu gosto musical pré-sono é algo de muito misterioso para mim. sou incapaz de prever o meu estado de espírito nessas circunstâncias, aliás, sou incapaz de dizer se há uma relação entre o meu estado de espírito antes de dormir e a música que escolho para me adormecer. sei que há uns meses ouvia punk-rock diariamente - mas só na cama. fui dos sex pistolos aos buzzcocks em três noites; demorei-me duas com os wire com baba na almofada pelo meio; fiz uma compilação caseira 77-79 que me acompanhou debaixo dos lençóis.

a escolha da música antes de dormir é, provavelmente, o meu momento de maior indecisão do dia inteiro. olho para os cds um a um, pego num disco e volto a colocá-lo no sítio, digo para mim coisas como "isto é muito depressivo", "isto é demasiado alegre", "isto recorda-me um dia em que torci o pé", "isto pode acordar-me violentamente", "isto está cheio de pó", "isto ainda está aqui?". nada serve!

se, porventura, vou para a cama a cair de sono, rapidamente o perco com tanta ginástica mental. sou da opinião de que a música que nos adormece tem que ser obrigatoriamente boa. a música má enfurece-nos, revolta-nos, obriga-nos a reagir - não ajuda a pregar olho. também é certo que ouvir o último dos franz ferdinand (francamente bom) também não ajuda: mais facilmente me deixo levar pela vitalidade dos refrões do que pela necessidade de desligar da corrente. nem toda a música boa é amiga de um sono santo, portanto. mas todo o sono santo precisa de música boa. o pior é saber qual.

tudo isto para dizer que, ultimamente, tenho acertado em cheio. pura sorte. "the notorious byrd brothers", disco de 1968 dos byrds, é o responsável. bons sonhos!

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realizou-se ontem à noite, no convento do beato, a festa de apresentação do rock in rio lisboa 2006. que fique já claro que pouco ou nada me move contra o evento (musical) em si - em 2004 vi lá um óptimo concerto do paul mccartney. o que me faz torcer o nariz é o facto do cardápio sonoro do dito beberete ter sido composto quase exclusivamente por artistas brasileiros (e eu sei que o rock in rio fala com sotaque mas, que diabo, o dinheirinho é português). se a ivete sangalo é uma escolha que se percebe tendo em conta o tipo de convidado deste tipo de festas (na sic notícias deu para ver o ex-tanta coisa santana lopes e a ex-quinta das celebridades fátima preto), a aposta nos desconhecidos jota quest ("featuring" tim, dos xutos & pontapés, para dar um arzinho de lusofonia) significa o quê, exactamente? não que alguém parecesse realmente interessado na música... tenho a certeza que os rissóis estavam óptimos e esses, ao menos, eram de produção nacional.

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16.10.05

afinal os rumores não eram apenas rumores e steve jobs, o patrão da apple, estava a fazer um tremendo "bluff" quando reivindicava uma funcionalidade exclusivamente "musical" para o iPod. acaba de ser lançado no mercado norte-americano o video iPod, um atraente leitor portátil que se gaba de ser capaz de reproduzir 15 mil canções, 25 mil fotografias e, novidade das novidades, 150 horas de vídeo.

tudo bem, não é pela "video feature" que a maquineta perde o seu glamour. pelo contrário, irá certamente angariar novos fãs e a apple estará, no final do ano, a nadar em dinheiro (2005 está a ser o melhor ano de sempre para a empresa). o iTunes, a loja digital da Apple (e "dealer" privilegiado do iPod) já disponibiliza episódios das novas séries que toda a gente vê ou quer ver, "lost" (chamar-se-á "perdidos", em português?) e "donas de casa desesperadas" um dia depois da sua exibição na televisão, digamos, convencional.

mas... a questão que me assola a mente - e que me faz duvidar ao quadrado do impacto que um video iPod teria na minha pessoa - é tão somente esta: como é que alguém conseguirá ver televisão (e não estou propriamente a falar de videoclips de 3 minutos ou das tropelias to tareco que gravámos com a máquina digital)... como é que alguém conseguirá ver televisão num ecrã de 2 polegadas e meia?

aguardo desconfiado pelo dia em que alguém chegará perto de mim a disser: "acabei de ver 'os dez mandamentos' (o épico de cecil b. demille) no meu pequenito e airoso video iPod". é que o filme tem quase quatro horas e, na versão portuguesa, é legendado.

site: ipod

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outubro em discos

adult - "gimmie trouble"
: ) the clientele - "strange geometry"
: ) deerhoof - "the runners four"
explosions in the sky - "how strange, innocence"
gang of four - "return the gift"
animal collective - "feels"
boards of canada - "the campfire headphase"
: \ depeche mode - "playing the angel"
silver jews - "tanglewood numbers"
: ) vashti bunyan - "lookaftering"
: ( fiery furnaces - "rehearsing my choir"
rogue wave - "descended like vultures"

legenda:

: ) - ah! (é bom, pá!)
: \ - eh! (er... é mais ou menos)
: ( - uh! (está mauzito)

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por um outono melhor

the clientele - "strange geometry"

o efeito da primeira folha seca da estação a cair-nos na cabeça. com o sol (ainda) à espreita.

os clientele, ingleses de londres, vão actuar, dia 19, no porto. local: bar o meu mercedes é maior do que o teu. horário: 23h00. preço: 6 euros.

sites:
the clientele * o meu mercedes

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johnnie taylor, popularizado como o "filósofo da soul", é um dos nomes maiores da stax/volt a surgir na segunda metade dos anos 60. no final da década anterior, trava conhecimento com sam cooke, que substitui nos soul stirrers, e chega a gravar alguns singles para a sar (editora de cooke) antes da trágica morte do autor da celestial "a change is gonna come" em 1964. por altura da revolução disco-sound, não fica de braços cruzados e abraça a tendência, à semelhança de outros artistas da entretanto falida stax.

o mp3 que aqui se apresenta não é de johnnie taylor. o apelido, no entanto, é o mesmo. trata-se de uma obscura releitura de roger taylor, baterista dos queen, de um conhecido tema gospel dos parliament, "testify (i wanna)", que é tema de abertura de "the philosophy continues", álbum de 1969 de johnnie taylor.

a versão de roger taylor, de 1977, constitui a primeira incursão a solo de um elemento dos queen - banda que, por esta altura, estava em topo de forma (e bem longe das irrelevâncias que lhes conhecemos dos anos 80). "i wanna testify" não chegou às tabelas de venda mas garantiu a roger taylor uma actuação no programa de televisão de marc bolan, dos t.rex. uma cópia do single pode valer hoje 60 libras mas há quem pague para cima de 1000 libras pelos acetatos originais.

curiosamente - e apesar de estarmos já em 77 - a versão de taylor tem muito do glam-rock que bolan estilizou. o mp3 não é perfeito - ouvem-se alguns tímidos estalidos do vinil - mas vale como testemunho.

roger taylor - i wanna testify

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15.10.05

leitores, leitoras e cláudio ramos:

este blogue nasceu em 28.12.03 e o seu autor previa para ele uma longa vida, recheada de glória e champanhe. assim não aconteceu. a 12.02.04 (pouco mais de um mês depois), o pop limão dizia adeus e o seu autor concluiu, pela primeira vez, que não tinha paciência para estas coisas de fazer links para imagens e o diabo (sim, porque o texto era fácil).

demonstrando uma coerência assinalável, o autor do presente boletim meteu-se, rapidamente, noutra. um blogue sobre as coisas que o irritavam parecia dar pano para mangas. chamou-lhe "a minha urticária" (baseado numa real e infeliz ocorrência) e destilou ódios de estimação a torto e a direito durante pouco mais de um mês. acabou às 19:53 de 26.10.04. nem se dignou a despedir-se.

mais discreto, o autor deste blogue resolveu abrir outro poiso (secreto) onde viria a depositar o seu espólio mais notável (aquelas notinhas acima de 8/10 que costuma dar em publicações de renome). uma hora (e um post) depois desistiu. o blog por aí anda, moribundo - o seu autor não se lembra do login e da password do dito cujo para poder apagá-lo.

ciente de que irá desistir, outra vez, mais tarde ou mais cedo, o autor deste blogue resolveu voltar a ser autor deste blogue. só porque "pop limão" é um nome bem catita e merece que se lhe faça honra. por isso, luís guerra falará, doravante, das superfícies que limpa com o referido detergente. e deixará de falar de si na terceira pessoa. está certo que ninguém o levará a mal.

até já.

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